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Setores prioritários

Em um mundo cada vez mais competitivo e globalizado, a inovação tem um papel importante para o sucesso dos negócios e o desenvolvimento de qualquer país. Por isso, o governo brasileiro tem realizado importantes ações para melhorar o ambiente nacional de inovação. Através dessas iniciativas, foram instalados avançados Centros Globais de P&D no Brasil.

 

O Brasil é agora a sétima maior economia do mundo e o quinto país com maior investimento estrangeiro. O Brasil tem aumentado seus investimentos em infraestrutura tecnológica e na qualificação de seus profissionais, e melhorou continuamente o marco legal e os instrumentos para incentivar a inovação.

 

Neste site, você encontrará informações sobre o que o Brasil tem a oferecer a empresas interessadas em instalar seus centros de P&D no país. Além disso, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil) oferece atendimento personalizado e proporciona informações sobre o mercado, sobre a legislação nacional relacionada à inovação e sobre os tipos de assistência financeira.

 

O serviço é articulado e envolve outros órgãos federais relacionados à inovação, como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Agência Brasileira de Inovação (FNEP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entre outros.

 

 

Agronegócio

Brasil e o Agronegócio

Moderno, eficiente e competitivo, o Brasil tornou-se um dos maiores produtores e exportadores agrícolas do mundo nas últimas duas décadas. Ganhos de produtividade, eficiência de gestão, pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico têm revolucionado o setor do agronegócio no país. Combinado com a maior área de terra arável no mundo - 388 milhões de hectares (quase 960 milhões de acres) cultiváveis - e crescente demanda para alimentar uma população global crescente que deve chegar a cerca de 9 bilhões em 2050. A liderança do Brasil no setor do agronegócio tem sido alcançada como resultado de condições favoráveis de crescimento e investimento a longo prazo em pesquisa de tecnologias de agricultura tropical e desenvolvimento. O clima é propício para a produção agrícola, com grande parte do país recebendo mais de 1.200 milímetros de chuva por ano e luz solar abundante. Isto permite dois ciclos de cultivo por ano, sem a necessidade de irrigação em algumas regiões.

 

Modelo de agricultura no BRASIL

Agricultura no Brasil é extremamente diversificada, variando de pequenos produtores a grandes propriedades rurais. Uma parte considerável do agronegócio brasileiro é organizado em cooperativas, principalmente na região sul. A agricultura familiar também desempenha um papel estratégico, produzindo quase metade da safra de milho e mais de um terço da safra de café consumido no Brasil a cada ano. No entanto, grandes grupos internacionais, como a ADM, Agrium, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus e Syngenta estabeleceram operações importantes no Brasil.

 

Compromisso com o desenvolvimento agrícola sustentável

O Brasil possui 851 milhões de hectares, sendo que apenas 38,7% é ocupado por propriedades rurais. 61% do seu território está preservado com vegetação nativa, o que corresponde a 517 milhões de hectares.

 

O que é único sobre o desenvolvimento agrícola no Brasil é que ele é compatível com o desenvolvimento sustentável e a conservação ambiental. O Governo do Brasil está comprometido com o desenvolvimento económico sustentável, com especial atenção para o desmatamento ilegal. Como resultado da ação do governo para preservar a Floresta Amazônica, em 2009 o Brasil registrou a menor taxa de desmatamento nos últimos 20 anos. O Código Florestal Brasileiro, que consolida a legislação federal pertinente, é uma das mais rigorosas do mundo. O Código foi atualizado em 2012. O Brasil tem as mais baixas emissões de carbono entre os maiores produtores agrícolas do mundo.

 

Segurança Alimentar

O desafio da Segurança Alimentar tem direcionado os fluxos de investimento e tem sido prioridade nas pautas públicas e privadas em todo o mundo. A população mundial cresce enquanto a disponibilidade de terras cultiváveis diminui. O aumento de produtividade não tem conseguido acompanhar o aumento do apetite e da demanda por alimentos. Nos últimos 10 anos, por exemplo, a produção de soja cresceu 0,8%, e sua demanda 3,4%; da mesma forma a produção de milho cresceu 1,3%, e sua demanda 3,6%. Para suprir a demanda mundial em 2025, as produções de soja e milho precisariam crescer 120% e 360% respectivamente; em 10 anos à essa proporção, um novo Brasil seria necessário para suprir a demanda.

 

A Ásia possui papel relevante e especial interesse no tema. A região possui 51% da população mundial, 19% do PIB, 18% de terra disponível e 23% de água renovável. Ela também possui importante participação no consumo mundial: 28% das aves consumidas, 20% dos bovinos, 31% dos lácteos e 37% do açúcar. Além disso, A classe média da Ásia é o mercado de maior crescimento no mundo e vai liderar a demanda mundial da classe média nas próximas décadas. Em 2030, 66% da classe média mundial se concentrará na Ásia e representará 59% de seu consumo.

 

O aumento de disponibilidade de terras precisa ser acompanhado de avanços e investimentos em Agritech. Fomentar o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas para aumentar a produção e competitividade do agronegócio brasileiro é pilar essencial para superar os desafios de abastecimento mundial de alimentos e representa outro interessante nicho de oportunidade para investidores estrangeiros.

 

Novos investimentos em infraestrutura logística para abastecer o mundo

Mas as oportunidades de investimento não se concentram apenas na produção. Pelo contrário, o Brasil possui muitos desafios em termos de infraestrutura logística para escoar a produção. A correção dos gargalos de infraestrutura tende a beneficiar significativamente o agronegócio brasileiro e sua posição como exportador e fornecedor de alimentos.

 

A movimentação de contêineres na matriz brasileira de exportação/importação ainda é baixa em relação à carga geral. Os terminais portuários do Hemisfério Sul e no Brasil ainda não estão preparados para atender os grandes navios. A expansão agrícola não foi acompanhada por investimentos em infraestrutura portuária, armazéns e logística para o escoamento de grãos, provocando um desequilíbrio entre a área de produção e a capacidade de escoamento. O crescimento na última década evidenciou falhas críticas na infraestrutura brasileira. O déficit da infraestrutura é crítico na região Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil. Hoje, cerca de 58% da produção de grãos está localizada no Centro-Norte do país e 83% da movimentação portuária está no sudeste e sul do país.

 

Visando melhorar o ambiente e as oportunidades de investimentos privados, a nova Lei dos Portos de 2013 promove o aumento da competitividade intra e entre portos, através do investimento privado, e tem como pano de fundo gerar um choque de oferta no setor. Ela estabelece diretrizes para licitação de novos arrendamentos e renovação dos arrendamentos existentes. Ela também estabeleceu um maior planejamento com integração entre os modos de transporte, considerando as cadeias produtivas e suas necessidades logísticas.

 

Além disso, novas redes de transporte e de infraestrutura de logística estão sendo construídas no âmbito dos programas de investimento federais, como o Programa de Aceleração do Crescimento e do Programa de Investimento em Logística, vão impulsionar ainda mais o crescimento de novas regiões agrícolas, permitindo que os produtores possam transportar de forma eficiente suas colheitas para os centros de consumo no Brasil e aos portos para exportação aos mercados internacionais. Os principais mercados de exportação do Brasil para produtos agrícolas são a União Europeia, China, Estados Unidos, Rússia e Japão. Como resultado da inovação e excelentes condições de crescimento, a agricultura no Brasil não depende de subsídios governamentais para ser competitiva. De acordo com o "OECD-FAO Agricultural Outlook" para 2010-2019, "o Brasil apresenta o setor agrícola que mais cresce no mundo, com projeções de aumento de produção de mais de 40% até 2019, quando comparado com o período base de análise (2007-09). "O Brasil já é o principal fornecedor mundial para uma vasta gama de produtos agrícolas, incluindo carne, sumo de laranja, soja, açúcar, tabaco, café, etanol, aves e celulose.

AUTOMOTIVO

O setor automotivo brasileiro corresponde a 23% do PIB industrial do país e gera 1,5 milhão de empregos em sua cadeia produtiva. Desde a década de 1950 o setor tem se desenvolvido no país, graças à grande contribuição dos investimentos realizados por empresas estrangeiras, desde as companhias tradicionais de origem europeia até montadoras vindas do Japão, Coreia do Sul e China.

 

Em 2015, a produção de automóveis no Brasil alcançou 2,43 milhões de unidades, enquanto as vendas atingiram 2,57 milhões de unidades, tornando o país no nono maior produtor e o sétimo principal mercado automotivo do mundo. As fábricas das montadoras asiáticas correspondem a cerca de 25% dos veículos licenciados no período, em comparação com 11,9% em 2011, o que revela uma descentralização na dinâmica do mercado brasileiro.

 

Seguindo esse movimento em direção à internacionalização, as empresas asiáticas de componentes e autopeças preveem o surgimento de várias oportunidades de investimento no Brasil.

 

OPORTUNIDADES PARA EMPRESAS NA CADEIA DE ABASTECIMENTO DO SETOR AUTOMOTIVO

 

PROXIMIDADE COM OS COMPRADORES

 

No setor automotivo, a proximidade pode fortalecer a relação de longo prazo entre os fornecedores e seus clientes, criando vantagens estratégicas que podem aumentar a integração e as vendas. Nesse sentido, o Brasil é um mercado obrigatório para empresas de componentes e autopeças que buscam se estabelecer na América Latina.

 

Fabricante

País de origem

Opera no Brasil desde

Capacidade de produção (unidades/ano)*

Fábricas (veículos)

Investimentos anunciados recentemente **

Honda

Japão

1997

120 000

Sumaré - SP

R$ 1 bilhão (fábrica em Itapirina; data de inauguração a ser definida)

Mitsubishi/ Suzuki

Japão

1998

100 000

Catalão - GO

  ---

Toyota

Japão

1958

184 000

Indaiatuba – SP; Sorocaba – SP

R$ 1,145 bilhões (R$ 1 bilhão na fábrica de motores e câmbios)

Nissan

Japão

2001

200 000

Resende – SP
S. José Pinhais – PR

R$ 750 milhões 2016/2018

Hyundai

Coreia do Sul

2012

 180 000

Anápolis – GO; Piracicaba – SP

  R$ 100 milhões 2015/2017
(centro de P&D)

Chery

China

2009

150 000

Jacareí - SP

R$ 350 milhões 2015/2017

BYD

 China

2015

 5000 chassis

 Campinas – SP

R$ 1.3 bilhões 2014/2017

Foton

 China

 2016***

 20 000

 Guaíba – RS

R$ 300 milhões 2012/2016

*Estimativas

** Fonte: Automotive Business. Relatório dos investimentos feitos pelas montadoras no Brasil em 2011/2024.

*** Início estimado das operações

 

Além do mercado doméstico, a produção no Brasil permite que as empresas asiáticas tenham acesso a grandes mercados latino-americanos, com tarifas preferenciais de importação, graças a acordos de complementação econômica com a Argentina, Colômbia, México e Uruguai.

 

Em particular, existem oportunidades para solucionar gargalos na cadeia de abastecimento do setor automotivo no Brasil. A lista de autopeças atualmente importadas mediante o regime de redução tarifária reflete a necessidade de se produzir localmente alguns insumos que agora dependem de importações e estão, portanto, vulneráveis a questões como o câmbio.

 

QUALIDADE DOS VEÍCULOS

 

A indústria automotiva brasileira se dedica a disseminar soluções de qualidade para a fabricação de veículos, com destaque para questões como eficiência, emissão de poluentes e segurança dos automóveis. Desde 2012, por exemplo, a política industrial exige que os fabricantes melhorem em pelo menos 12% a eficiência energética dos veículos vendidos no país.

 

Embora a adoção de tecnologias de eficiência energética seja baixa em comparação com outros países, ela tem aumentado ao longo dos anos. Mudanças na regulamentação do setor e a necessidade de se adotar padrões internacionais para as exportações tendem a aumentar a demanda. Com isso, aumentam também as oportunidades de investimento local em tecnologias como motores de três cilindros, transmissão continuamente variável (CVT), transmissão de dupla embreagem (DCT), maiores relações de câmbio, duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC), turbocompressores, atuação variável de válvulas (VVA) e injeção direta de combustível.

 

INCENTIVOS FISCAIS

 

No final de 2012, os legisladores brasileiros promulgaram o Programa Inovar-Auto, que oferece benefícios fiscais aos fabricantes e investidores que invistam na melhoria da eficiência dos veículos, redução das emissões de carbono e aumento da pesquisa e inovação local (Fonte: IHS). Esta lei (e programa) prevê incentivos fiscais para investimentos relacionados ao setor automobilístico, em tecnologia e eficiência de combustível:

• Até 30% de desconto sobre o Imposto sobre Produtos Industrializados, desde que os veículos atendessem a uma série de requisitos com relação à cilindrada do motor e o tipo de combustível (Fonte: ICCT – International Council on Clean Transportation, Conselho Internacional de Transporte Limpo).

 

O Ministério da Fazenda estima que as montadoras planejam investir 22 bilhões de dólares no Brasil nos próximos três anos e que o programa Inovar-Auto irá aumentar ainda mais o investimento e desenvolvimento do mercado. O programa estará em vigor até 2017, portanto os investidores devem agir rápido para se beneficiar desses ótimos benefícios hoje.

ENERGIAS RENOVÁVEIS

O Plano Nacional de Energia 2030 (PNE 2030) destaca as energias renováveis não hidrelétricas como alternativas-chave não só para atender a crescente demanda de energia elétrica que o Brasil enfrentará nos próximos anos, mas também para aumentar a porcentagem de fontes sustentáveis na matriz energética brasileira. O Brasil é o sétimo maior país do mundo em investimentos em energia limpa e o sexto mais atraente.

 

Os setores de energia solar fotovoltaica e eólica estão entre os mais promissores em termos de oportunidades na economia brasileira. De acordo com a BNEF (Bloomberg New Energy Finance), a participação dessas duas fontes na matriz eletro-energética brasileira, considerando sua capacidade instalada, aumentará de 4,4% em 2015 para 44% em 2040.

 

Matriz Eletro-Energética Brasileira (2015 – 2040)

 

Fonte: BNEF, 2016

 

A energia eólica já é a fonte de energia elétrica que mais cresce no Brasil. De acordo com o Ranking Mundial Energético e Socioeconômico, em 2015 o Brasil se tornou o décimo maior país do mundo em energia eólica. Em termos de nova capacidade instalada, o Brasil foi o quarto maior país do mundo, atrás apenas da China, dos Estados Unidos e da Alemanha.

 

Atualmente, a capacidade eólica instalada no Brasil é de quase 9 GW, o que corresponde a mais de 5% da matriz eletro-energética brasileira, além de ser a segunda fonte de energia mais barata do país, depois da energia hidroelétrica. Além disso, o Brasil possui o maior fator de capacidade para energia eólica entre todos os países do mundo, demonstrando sua competitividade em relação a essa fonte.

 

Segundo a Avaliação de Recursos de Energia Solar e Eólica (SWERA, sigla em inglês), o Brasil é o quinto melhor país do mundo em potencial solar, recebendo mais de 4 kWh/m2 de irradiação solar diária, mesmo nas áreas menos ensolaradas do Sul, e mais de 6,5 kWh/m2 na região Nordeste, que tem alta disponibilidade de recursos. Isso gera um elevado fator de capacidade, de 19% a 24%, para instalações solares fotovoltaicas, um fator duas vezes maior do que a média na Alemanha (um dos países líderes mundiais em uso de energia fotovoltaica).

 

Até 2015, cerca de 142 MW de capacidade fotovoltaica haviam sido instalados no Brasil. Estima-se que, somente entre 2015 e 2016, mais 500 MW entrarão em operação, e a distribuição deve aumentar significativamente na próxima década, em resposta à promessa do governo de contratar pelo menos 7 GW de energia solar fotovoltaica em larga escala até 2023/24. Após o governo brasileiro aprimorar profundamente a regulamentação, estima-se que a Geração Distribuída (GD) – que consiste de sistemas solares fotovoltaicos instalados em residências, estabelecimentos industriais e comerciais – também alcance 5 GW até 2024.

CIÊNCIAS DA VIDA

BRASIL: UM MERCADO DEDICADO AO DESENVOLVIMENTO CONTINUADO DAS CIÊNCIAS DA VIDA

 

Mercado de Saúde Grande e Desenvolvido

 

O Brasil é um local ideal para multinacionais que desejam diversificar as suas atividades de Ciências da Vida em um mercado grande e em desenvolvimento, com um perfil da área de saúde cada vez mais atrativo para equipamentos médicos. Os fatores que favorecem o Brasil são o enorme tamanho do mercado potencial, gastos crescentes na área de saúde e uma população cada vez mais idosa:

• 33% da população brasileira de 201 milhões ainda têm menos de 20 anos; todavia, a expectativa de vida chegou a 74,6 anos em 2012. 20 milhões de pessoas com mais de 60 anos vivem hoje no Brasil, da mesma forma que nos mercados desenvolvidos como a França e a Alemanha;

• A área de saúde é responsável por 9% do PIB e, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO), o Brasil gastou mais de US$ 9,1 bilhões em equipamentos médicos em 2011, mais de 50 % do que em 2009;

• O Brasil tem um programa da área de saúde pública sólido e bem estabelecido, responsável por cerca de 50% dos gastos na área de saúde no país, com uma parte dos procedimentos contratada do setor privado.

 

Uma comparação com o desenvolvimento da população atual do Brasil e com os gastos na área de saúde revela que os gastos, como um percentual do PIB, estão bem acima daqueles de suas contrapartes latino-americanas, como o México e o Chile, e não ficam muito atrás daqueles dos mercados mais desenvolvidos como o Canadá.

 

Tecnologia para Impulsionar o Crescimento Futuro

 

Não somente o mercado da área de saúde no Brasil é enorme, mas também está crescendo a um ritmo extremamente rápido. O Brasil superou várias crises recentes e a sua classe média em rápida expansão está exigindo tecnologia, serviços e cuidados com a saúde. O gasto dos consumidores com planos de saúde particulares cresceu 50% com relação aos últimos cinco anos, impulsionados por um maior poder de compra e por mais empregos. Estes estímulos promoveram um desempenho impressionante no setor de equipamentos médicos, com previsão de uma prosperidade continuada nos próximos dez anos:

• Nos últimos cinco anos, mais de 27 milhões de brasileiros passaram para a classe média, aumentando os gastos em tecnologia, carros e na área de saúde;

• O gasto com saúde per capita cresceu 6% em todo o mundo, 10% na América Latina e quase 14% no Brasil de 2001 até 2011;

• O gasto com saúde per capita cresceu a uma taxa composta de crescimento anual de 14% desde 2000 até 2010 no Brasil, chegando a US$ 990;

• De acordo com a ABIMO, o mercado brasileiro cresceu mais de 9% em 2010 e cerca de 18% em 2011.

 

O atual mercado de equipamentos médicos está altamente desenvolvido para a demanda de produtos dos dias de hoje, com 90% das necessidades tecnológicas e de equipamentos de um hospital sendo fornecidos nacionalmente hoje sem problemas. Um superávit na produção resulta em exportações ultrapassando US$ 700 milhões anualmente. Assim, o crescimento futuro do setor de Ciências da Vida derivará da inovação disruptiva e da transferência de tecnologias não presentes atualmente no Brasil.

 

• Mais de 68% das empresas fornecedoras de equipamentos médicos no Brasil são empresas familiares de pequeno e médio porte, apresentando uma oportunidade para a introdução ao mercado de novos produtos tecnológicos ou para o fornecimento das empresas atuais à medida que se tornam mais profissionais e investem em melhores tecnologias.

 

O ambiente no Brasil está maduro para a introdução de produtos mais tecnológicos e o gasto com tais itens está projetado para só aumentar nos próximos anos.

 

Incentivos do Governo Favorecem o Desenvolvimento e a Produção Local

 

O programa público da área de saúde no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS), cuida de 80% da população brasileira e é responsável por 48% dos gastos na área de saúde no país nos dias de hoje. Somente em 2011, o SUS realizou mais de 740 milhões de exames, 2,4 milhões de tratamentos de quimioterapia e 4 milhões de cirurgias nos consumidores brasileiros. Mesmo alguns procedimentos realizados em hospitais filantrópicos e clínicas foram pagos pelo sistema público de saúde.

 

Dado o forte envolvimento do governo brasileiro com o setor da área de saúde, o setor de Ciências da Vida permanece uma prioridade nacional e uma preocupação importante. Com o intuito de assegurar uma receita de fornecimento e exportação sustentável, o governo desenvolveu várias iniciativas para promover o investimento estrangeiro, a transferência de tecnologia e o desenvolvimento continuado do setor em geral:

 

Soluções atrativas de captação de recursos e financiamento foram criadas para impulsionar o investimento estrangeiro e o desenvolvimento da tecnologia pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP);

 

O governo está estimulando parcerias público-privadas para transferência e desenvolvimento de tecnologia por meio de vários laboratórios públicos pelo país. Estas 'Parcerias de Desenvolvimento da Produção' agilizarão o registro e a compra pública da tecnologia exigida pelo Sistema Público de Saúde brasileiro quando desenvolvida e transferida para os laboratórios públicos;

 

Normas e padrões para o setor foram ajustados a regulamentações aceitas internacionalmente para facilitar na transferência de tecnologia e na condução dos negócios em um nível global;

• O Ministério da Saúde estabeleceu vários programas de ampliação do SUS para o desenvolvimento de áreas específicas, como radioterapia, investindo US$ 300 milhões em equipamentos, subsídios para o treinamento da força de trabalho, financiamento e materiais;

• No intuito de alavancar a sua força, o Ministério da Saúde está atualmente desenvolvendo um sistema de compras centralizado, onde planeja alavancar as compras em volume como uma ferramenta de negociação;

• Os produtos e os medicamentos nas listas de compras essenciais do SUS têm prioridade em pedidos de patente, assim como no registro na ANVISA;

• O Ministério da Saúde publica regularmente uma lista de medicamentos essenciais e prioritários chamada RENAME (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais) e planeja ampliá-la para equipamentos médicos, para que os fabricantes conheçam as principais exigências do setor público antecipadamente.

 

Sólido P&D Regional e Desenvolvimento de Clusters

 

Cerca de 94% dos produtos e equipamentos médicos brasileiros são fabricados nas regiões sul e sudeste do Brasil. Como estas regiões também representam o principal centro de fabricação do país, os recém-chegados a estas áreas encontrarão inúmeras cadeias de suprimento preexistentes. Além disso, vários clusters de fabricação se desenvolveram ao redor de importantes universidades e centros de pesquisa e desenvolvimento públicos e privados, tais como a CIETEC (São Paulo), o BioRio (Rio de Janeiro) e a BioMinas (Minas Gerais) e a FIPASE (Ribeirão Preto, SP). Laboratórios desenvolvido, incubadoras de empresas, unidades produtivas de alta tecnologia e vínculos com universidades criam um ecossistema atraente para o investimento em equipamentos médicos nas regiões sul e sudoeste. Todavia, os laboratórios públicos, que também podem estimular as empresas estrangeiras que almejam entrar no mercado, podem ser encontrados, da mesma forma, em mais áreas do país. Uma grande dedicação ao avanço da pesquisa e do desenvolvemento no setor de Ciências da Vida indica o potencial para inovação e uma enorme oportunidade de longo prazo de investimento no Brasil.

 

Quadro 1: Mapa dos Clusters de Ciências da Vida

Fontes: ABIMO, Ministério da Saúde do Brasil, Euromonitor International

Melhores Oportunidades de Investimento em Equipamentos médicos

 

O setor de equipamentos médicos no Brasil produz atualmente um excedente de produtos em alguns setores e está sofrendo de grande carência em outros. Subsetores fabricando produtos como ortodônticos, incubadoras e mobiliário médico, por exemplo, são exportados com sucesso por todo o mundo e representam um excedente atual no Brasil de hoje. Todavia, o déficit comercial global do setor da área de saúde está hoje em cerca de US$ 1,5 bilhão e determinadas tendências levam a demanda para áreas em que a produção corrente e prevista não é capaz de atender a demanda local:

 

• A população idosa, o aumento no poder de compra e a presença de populações isoladas no interior do país estão gerando uma demanda por mais sistemas móveis, dispositivos de monitoramento e equipamentos para assistência domiciliar;

• Aumentos no poder de compra e na área de saúde privada gerarão demandas por nova tecnologia e equipamentos de alta tecnologia, tais como PET scanners, analisadores, instrumentos ópticos e máquinas de Raio X;

• Outras tendências e necessidades gerais no setor de Equipamentos médicos incluem produtos menores (miniaturização geral), software avançado, maior automação, dispositivos profissionais de radiologia e certos bens de consumo;

• O Ministério da Saúde brasileiro pretende publicar regularmente uma lista de equipamentos médicos prioritários necessários ao sistema público de saúde, o que permitirá que os fabricantes se planejem de modo estratégico. Isto já está sendo feito com sucesso com os medicamentos.

PETRÓLEO E GÁS

BRASIL: UM GRANDE MERCADO DE PETRÓLEO & GÁS EM MOMENTO DECISIVO

 

O Próximo Grande Produtor

 

De acordo com o Panorama Mundial de Petróleo (World Oil Outlook) de 2011, publicado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC), acredita-se que o Brasil será um dos maiores fornecedores de petróleo convencional nas regiões de países em desenvolvimento, na frente de países-membros atuais da OPEC. O que fará com que o Brasil seja o próximo grande produtor de petróleo e gás e consumidor de equipamentos e maquinaria?

• Embora a produção de petróleo e gás no Brasil tenha apresentado um crescimento estável desde seu começo há mais de sessenta anos atrás, descobertas recentes de novas fontes de petróleo prometem estimular um aumento exponencial na produção futura;

• Desde 2007, foram descobertas dezenas de campos de petróleo em águas profundas na vasta área ao largo da costa do Brasil. As bacias do Pré-Sal, localizadas sob uma grossa camada de sal de 2.000 metros de espessura, ocupam uma área que mede 800 quilômetros por 200 quilômetros;

• As estimativas das reservas na área do Pré-Sal variam de 50 a 80 bilhões de barris de petróleo de alta qualidade, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e analistas do mercado ao redor do mundo;

• Até o momento, 15,8 bilhões de barris recuperáveis de petróleo foram encontrados somente nos campos comerciais de Pré-Sal Lula e Sapinhoá. De acordo com a Petrobras, operadora estatal de petróleo e gás, a produção atual das camadas do Pré-sal são de 400.000 boe/dia, ou por volta de 18% da produção brasileira total;

 

O Setor de Petróleo & Gás (P&G) é uma prioridade para o governo brasileiro. O crescimento da produção, a recente descoberta de reservas atraentes e a possibilidade de produção de petróleo não convencional resultaram em modificações nos regulamentos que encorajam o investimento direto no mercado, aumento de pesquisa e desenvolvimento e participação estrangeira na produção e na cadeia de suprimento (supply chain).

 

Um Investimento de Longo Prazo

 

Um investimento na indústria de P&G do Brasil fornecerá retornos de longo prazo. As vastas reservas e o rápido crescimento previsto demonstram um grande potencial para o setor de P&G no Brasil, mas existem outros fatores que o tornam especialmente atrativo para investidores que buscam contribuições de longo prazo:

 

 

• A Petrobras controla cerca de 90% da capacidade de refino, 90% da produção de petróleo e cerca de 25% da distribuição de petróleo e etanol no Brasil;

• De acordo com o plano de negócios da Petrobras para 2014 –2018, é esperado que a empresa invista mais de US$220 bilhões de dólares durante esse período, dos quais 70% irão para exploração e produção através de parcerias;

• A Petrobras anunciou em seu relatório de Fornecimento de Equipamentos Críticos e Política de Aquisição (Procurement) de 2014 que só a empresa necessitará de 1,3 milhões de toneladas de aço para os cascos, mais de 570 árvores de natal, secas e molhadas, 3.667 km de tubulação flexível, 338 compressores, e diversos outros produtos para auxiliar os planos agressivos de expansão de produção para 2014 – 2018;

 

Os Requisitos de Conteúdo Local Favorecem Investimento Produtivo

 

Quaisquer licitações novas com a Agência Nacional de Petróleo ou contratos com a Petrobras para prestação de serviços e equipamentos deverão cumprir o requisito de média de 70% de conteúdo local. É esperado que isso não apenas promova um investimento interno forte, como também melhore a manutenção e os serviços pós-venda, tempos de entrega, assim como proteja contra atrasos causados por demanda mundial.

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também exige uma certificação de conteúdo local mínimo para opções financeiras específicas de P&G.

 

Potencial para Pesquisa & Desenvolvimento de Alto Nível

 

Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) tornaram-se essenciais no setor de P&G no Brasil, impulsionados pela crescente demanda por petróleo não convencional, recuperação aprimorada dos campos existentes, soluções com bom custo-benefício para novos desenvolvimentos em campos de águas profundas, assim como novos materiais para as bacias do Pré-Sal.

 

O Brasil possui recursos técnicos e científicos para produzir P&D inovadores e de alto nível no setor de P&G, assim como pessoal qualificado, com experiência excelente. O grande sucesso da Petrobras na exploração e produção em águas profundas e offshore é prova dessas vantagens. Além disso, muitos programas e investimentos estratégicos foram desenvolvidos para auxiliar ainda mais os esforços atuais de P&D, de modo a garantir um fluxo estável de trabalhadores capacitados para o setor de Óleo e Gás.

 

Pesquisa & Desenvolvimento (P&D)

• Entre 2010 e 2012, multinacionais como a Schlumberger, Siemens, FMC Technologies, Baker Hughes, Georadar e outras investiram mais de US$150 milhões de dólares em centros de P&D no Brasil. Outras empresas, tais como a GE Oil & Gas e a EMC anunciaram mais de US$700 milhões de dólares em investimentos planejados para a P&D de Petróleo & Gás no Brasil, nos próximos anos;

• Os regulamentos para empresas participando de licitações de contratos de P&G altamente produtivos exigem que as operadoras reinvistam 1% da receita bruta em P&D local, interna e externamente, nas universidades locais, sendo uma porção destes investimentos voltada para financiamento de bolsas de estudo relacionadas a P&G. De 1998 até 2013, esses recursos somaram até R$ 8 bilhões de reais.

 

Links do Setor

 

Se estiver interessado em encontrar parceiros comerciais, exportar para o Brasil, ou licenciar produção, siga os links abaixo para as principais associações do setor:

• Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) – http://www.onip.org.br/?lang=en

• Agência Nacional do Petróleo (ANP) – http://www.brasil-rounds.gov.br/index_e.asp

• Petrobras – http://www.petrobras.com/en/home.htm

INFRAESTRUTURA

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a infraestrutura é uma questão de particular importância. Transporte, logística, geração de energia, saneamento e habitação são questões-chave para o desenvolvimento do Brasil, bem como excelentes oportunidades de negócios.

Um cenário promissor de investimento – com uma matriz energética limpa e diversificada –
e alguns dos mais importantes portos e conexões na América Latina, são alguns dos destaques do Brasil.

O investimento em infraestrutura quase triplicou nos últimos anos, saltando de R$ 48,6 bi
(USD 15,5 bi) em 2007 para R$ 130 bi (USD 41,5 bi) em 2014, considerando o capital público e privado.

No entanto, ainda há muito a fazer e a infraestrutura continua a ser uma grande prioridade, com uma série de programas de financiamento em curso. No final de 2016, o governo federal anunciou grandes concessões e um pacote de alianças público-privadas (PPP) que incluía 34 ativos e serviços a serem leiloados até 2018. Com o nome de Projeto Crescer, esse pacote é parte do programa de parceria de investimento (PPI), uma iniciativa lançada em 2016 pelo governo para promover a relação entre o governo e o setor privado para estimular um novo ciclo de investimentos em infraestrutura.

Em março de 2017, quatro grandes aeroportos em capitais de Estados foram os primeiros a serem leiloados sob o novo programa, obtendo R$ 3,7 bi (USD 1,18 bi) em contratos de concessão de 25 a 30 anos. Terminais portuários, ferrovias, usinas, áreas de mineração e serviços de água e saneamento são alguns outros ativos programados para serem leiloados em breve, todos detalhados no website www.projetocrescer.gov.br/projects .

O PPI complementa o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um monumental programa de investimento de infraestrutura, lançado em 2007.

Além desses programas, em alguns anos o Brasil também se juntará ao grupo dos maiores produtores de petróleo do mundo, à medida que avança na exploração do "pré-sal". A enorme camada de óleo ultra profundo foi descoberta na costa brasileira em 2007 e já produz 1,5 milhões barris por dia, representando mais da metade dos 2,8 milhões barris produzidos no país (dados de fevereiro de 2017). Novos processos de licitação para áreas inexploradas serão realizados nos próximos anos.

 

BRASIL EM NÚMEROS

INFRAESTRUTURA

64.844,7 Km de rodovias federais pavimentadas (CNT/febrero 2017)

211.418,4 km de rede total de estradas pavimentadas (CNT/febrero 2017)

30.576 km em ferrovias (CNT/fevereiro 2017)

2.460 aeródromos, com 63 aeroportos nacionais e internacionais (CNT/fevereiro 2017)

37 portos públicos e 180 terminais portuários privadas (SEP/2016)

2,5 milhões de barris de petróleo por dia (mb/d) (ANP/ março 2017)

Matriz de transporte de mercadorias no Brasil (CNT/ fevereiro 2017):

»

61,1% rodovias

20,7% ferrovias

13,5% aquático (marítimo e em vias fluviais internas)

4,2% dutos

0,4% aéreo

Consumo de eletricidade: 461.552 GWh

(EPE/2017 - consumo em 12 meses terminando em fevereiro de 2017)

Projeto Crescer (Inglês) http://www.projetocrescer.gov.br/about-the-program

Atividades da Petrobras (Inglês) http://www.petrobras.com.br/en/our-activities/performance-areas/oil-and-gas-exploration-and-production/pre-salt/

http://www.agenciapetrobras.com.br/Materia/ExibirMateria?p_materia=979101

Leilão de petróleo, MME (informações em português) http://www.mme.gov.br/web/guest/pagina-inicial/outras-noticas/-/asset_publisher/32hLrOzMKwWb/content/cnpe-aprova-realizacao-da-3a-rodada-do-pre-sal

Dados de transporte, CNT (informações em português) http://www.cnt.org.br/Boletim/boletim-estatistico-cnt

Dados de energia, EPE http://www.epe.gov.br/mercado/Documents/Resenha%20Mensal%20do%20Mercado%20de%20Energia%20El%C3%A9trica%20-%20Fevereiro%202017.pdf

FONTES

CENTRAIS TÉRMICAS: 2.949

CENTRAIS HIDRELÉTRICAS: 1.262

(Aneel/abril 2017)

CENTRAIS NUCLEARES: 2

PARQUES EÓLICOS: 424

PARQUES SOLARES: 44

 

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