Quantos panfletos, caixas, cartões e outros brindes em papel você já recebeu em festas ou eventos corporativos? Destes, quantos acabaram no lixo? Pois uma ideia simples e um tanto original trouxe mais sustentabilidade às ações promocionais das empresas – uma mistura de papel reciclado e pequenas sementes, que se plantadas germinam pequenas mudas de flores, hortaliças e temperos. Pois assim como muda plantada no ambiente certo, a ideia vingou e, em 2009, nascia a Papel Semente, primeira empresa brasileira de brindes corporativos sustentáveis.

“O mundo inteiro hoje está de olho na questão da sustentabilidade. O nosso produto não vira lixo e ainda proporciona uma experiência ao cliente. Você usa o papel para contar uma história e literalmente plantar uma marca”, conta Andréa Carvalho, fundadora da Papel Semente.

Suas folhas germináveis são usadas em convites, crachás, cartões de visita, envelopes, embalagens e folders encomendados por empresas ou por agências de marketing. Em nove anos de mercado, a empresa cresceu e angariou grandes clientes, como Coca-Cola, Grendene, Braskem, Ogilvy, Renner, Nextel e Bradesco.

 

Nossa diretora Andrea Carvalho com a mão na massa - literalmente 🙌🏻💚✅ #papelsemente #seedpaper #handmade

Uma publicação compartilhada por Papel Semente (@papelsemente) em

Com a sustentabilidade em pauta no mundo inteiro, não demorou muito para que a Papel Semente começasse o processo de internacionalização. Andréa conta que a primeira exportação aconteceu quase sem querer, com um pedido de uma empresa de Angola, em 2012. Pouco tempo depois, abriu uma representação em Lisboa (Portugal): “Recebemos mais e mais pedidos, mas as nossas exportações eram reativas, respondendo à demanda do mercado”.

De olho no mercado internacional

Após a uma tentativa frustrada de representação comercial no Chile, a empresária saiu em busca de estratégias para superar os desafios do mercado internacional. “No Chile não deu certo a princípio porque perdemos o timing do negócio por falta de conhecimento e de estratégia mesmo. Cada país tem suas regras alfandegárias, e uma semente pode ter mais entraves do que outra para entrar no país. Já outras podem não germinar bem se o clima for muito diferente”, afirma.

Foi então que Andréa conheceu a Apex-Brasil e se envolveu no Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), de capacitação, e no projeto Mulheres na Exportação, que prevê iniciativas de sensibilização, capacitação e promoção de negócios internacionais para empresas lideradas por mulheres.

“O PEIEX me ajudou muito a entender essas particularidades dos mercados. O mercado europeu, por exemplo, é totalmente diferente do latino-americano. Entendi que não dava para usar a mesma estratégia”, diz Andréa. “Empresas pequenas geralmente não nascem com um departamento de comércio exterior, então tem muita coisa que a gente não sabe. A Apex-Brasil ajuda muito nessa questão, porque te mostra o caminho para errar menos e conseguir expandir para fora do Brasil”, completa.

Com o conhecimento adquirido nos programas e o sucesso no negócio – a Papel Semente já exporta para outros sete países-, Andrea está de olho no futuro. O próximo passo é criar uma loja online para vender seus produtos, com foco no mercado europeu, já que esse braço do negócio será administrado por seu filho, Luis Felipe Di Mare, que mora em Paris. “Estamos de cabelo em pé, mas é uma fase muito boa. Queremos aproveitar o momento, já que temos uma boa história para contar”, finaliza.

Saiba mais:

Casos de sucesso de empreendedorismo brasileiro no exterior

Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX)

Projeto Mulheres na Exportação

Papel Semente