“A missão do nosso negócio é ajudar as pessoas a envelhecerem de forma mais saudável, evitando e prevenindo doenças relacionadas ao envelhecimento. Acreditamos que estamos entrando numa era em que as pessoas viverão ativas e funcionais até bem próximo do fim da vida, e a OneSkin atuará de forma significativa nessa revolução contra o envelhecimento”, conta, muito entusiasmada a cientista e sócia da OneSkin Carolina Reis de Oliveira. A empresa também tem como sócios Andres Ochoa, Alessandra Zonari, Mariana Boroni e Juliana Lott.

Carolina esteve no SXSW 2018, junto com as demais 76 empresas que compuseram a delegação brasileira nessa edição do maior evento de economia criativa e interatividade do mundo, realizado em Austin (EUA) no início do mês de março, para se atualizar do que há de mais inovador no mundo na área de saúde e estreitar relacionamento com potenciais parceiros e investidores. O Blog da Apex-Brasil conversou com ela para entender o estágio de desenvolvimento que se encontram seus podutos e como tem sido a experiência de já estar baseada no Estados Unidos.

“A ideia surgiu ainda na época do doutorado, quando eu e mais duas colegas, Juliana e Mariana, percebemos o potencial de aplicação do conhecimento gerado por nossas pesquisas (células-tronco e bioinformática). Decidimos então dar um passo a frente a apostar numa empreitada”, conta Carol. Ela explica que tudo o que queriam era usar o conhecimento adquirido em algo que pudesse melhorar a vida das pessoas.

Assim, desenvolveram melhor o projeto e o inscreveram num processo de aceleração no Brasil. Foi quando a OneSkin foi aprovada pela maior aceleradora de Biotech do mundo, a IndieBio, localizada em San Francisco, na California (EUA). A OneSkin é uma empresa fundada em 2016 nos Estados Unidos por brasileiros, e com colaboração ativa de uma equipe no Brasil.

Carol explica que, como o seu negócio é em biotecnologia, área em que se trabalha com testes de hipóteses científicas, alguns recursos e investimento mínimos são necessários para começar, e infelizmente, no Brasil o acesso a esses recursos pode ser muito difícil. “O valor desse investimento pode chegar a milhões”, relata. “Além disso, é primordial uma mentoria com pessoas muito qualificadas que entendem das nuances do negócio, assim como uma rede de parceiros te permita ter inúmeras interações com potenciais clientes e investidores para coletar bons retornos. “No nosso caso, todo esse processo de desenvolvimento e interação incessante nos levou a elaborar ossa proposta e modelo de negócio por mais de três vezes durante quatro meses de aceleração na IndieBio”, conta Carol.

Pra ela, participar do SXSW foi uma oportunidade para se atualizar do que está acontecendo de mais inovador na área de saúde, entender a essência do evento, fazer contatos e já se preparar para voltar no próximo ano, quando o produto está previsto pra ser oficialmente lançado. Carol tem planos, inclusive, de voltar como palestrante ou painelista . E complementa: “Participar do evento com a Apex-Brasil cria mais canais de divulgação da empresa, exposição e contatos com potenciais clientes, parceiros e investidores. No caso de ter um produto para expor e comercializar, a participação do Trade Show é riquíssima, pois a exposição é excelente”.

Carol também diz que a Apex-Brasil tem tido um papel essencial no crescimento e na divulgação da OneSkin. “Por intermédio da Apex-Brasil, fomos a uma missão no Vale do Silício em 2016, que nos deu a oportunidade de participar de um evento dentro do TechCrunch, no qual fomos premiados com a melhor apresentação. Desde então, muitas portas se abriram. Serei sempre grata por essa e outras oportunidades promovidas pela Apex-Brasil”, relata Carol.

Carol diz que ainda é difícil estimar em números o crescimento para os próximos anos, já que o produto está em fase de desenvolvimento e essa etapa pode levar bastante por se tratar de um produto de tecnologia muito avançada na área de genômica e engenharia de tecidos. Mas ela acredita que a ideia é ter o primeiro produto para comercializar em aproximadamente um ano, comecando pelos USA e, na sequência, Brasil e Ásia.

A idéia é focar no segmento de cuidados com a pele e rejuvenescimento de tecidos humanos em geral, consumidores de skincare em geral (B2B e B2C). “Nossa primeira proposta é desenvolver um produto tópico para o rejuvenescimento da pele e que no futuro poderá evoluir para produtos terapêuticos de aplicação na pele e em outros tecidos”, diz Carol.

               

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