Engenheiro e eletricista de formação, Felipe Junquilho Araújo, um dos sócios da MovPak - a mochila com skate elétrico que está ganhando o coração das pessoas -, começou a carreira na indústria de confecção 

Ele esteve no SXSW 2018 junto com outras 76 empresas que compuseram a delegação brasileira nessa edição do maior evento de economia criativa e interatividade do mundo, realizado em Austin (EUA) no início do março, para apresentar seu produto e buscar investimento para o seu negócio. O Blog da Apex-Brasil conversou com ele durante o SXSW para entender um pouco melhor como tudo aconteceu e quais as aspirações para o futuro da empresa. 

Felipe nos conta que seu sócio Hugo Dourado, o inventor da Movpak, visualizou uma situação, enquanto viajava de trem pelo mundo, que provocou a ideia para a criação da mochila. Hugo percebeu que as pessoas iam de bicicleta até a estação de trem e precisavam estacionar por lá antes de entrar no trem e seguir viagem. Assim, ficavam a pé quando chegavam no destino. Daí, ele começou a idealizar um veículo que pudesse ser carregado consigo o tempo todo por onde quer que fosse e que o ajudasse a ter mais agilidade de locomoção pela cidade. 

E foi em 2013, em Salvador, que a ideia começou a ganhar vida e se transformer em realidade. Hugo procurou Felipe para que pudessem tirar tudo isso do papel e transformar o Movpak em realidade. Nessa mesma ocasião, Ivo Machado também se juntou ao time, trazendo conhecimento de marketing. “Foram cinco anos de testes, prova de conceito, desenvolvimento, prototipagem, validação, ajustes, realinhamentos e muita dedicação até chegarem à mais nova versão da Movpak, lançada oficialmente em dezembro de 2017 - a primeira mochila que se transforma num veículo elétrico capaz de transitar a uma velocidade de até 25km/h”, diz Felipe. Ele explica que o produto é uma alternativa de transporte muito prática e conveniente, assim como ecologicamente correta.

Felipe que não parou um minuto no SXSW: testemunhar a reação da pessoas com o produto foi um sinal muito positivo de aceitação. A ideia era apresentar o produto ao mercado internacional, assim como fazer contato com potenciais investidores. “Fiquei muito grato à Apex-Brasil por todo o apoio prestado desde o início do projeto, pelas oportunidades de conexão e pela estrutura oferecida, que faz toda a diferença”, afirma.  

“Agora é voltar pra casa e fazer os “follow’ups” para concretizar alguns negócio. Vamos nos preparar ainda melhor para voltar no próximo ano ao festival, colocar o produto à venda, e estreitar ainda mais o contato com potenciais investidores. A Movpak quer estar nos Estados Unidos e Europa. O festival abriu as portas. Agora é continuar trabalhando, ouvindo feedbacks, melhorando e continuar construindo oportunidades”, diz Felipe.

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