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terça-feira, 06/11/2018
PRESIDENTE DA APEX-BRASIL ASSINA RENOVAÇÃO PARA MAIS UM CICLO DO PROGRAMA BMS

Empresários do setor, representantes de Câmaras Setoriais e a diretoria da ABIMAQ receberam, no dia 4 de outubro, na sede da Associação, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), embaixador Roberto Jaguaribe, e a diretora de Negócios da Agência, Márcia Nejaim. Na ocasião, foi assinada a renovação para o ciclo 2018-2020 do Convênio entre a Associação e a Agência, que resulta no Programa Brazil Machinery Solutions, criado com o objetivo de promover e potencializar as exportações da indústria brasileira de máquinas e equipamentos.

A cerimônia foi aberta pelo presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, João Carlos Marchesan, que destacou ser este o mais antigo Projeto Setorial da Apex-Brasil e que o nível de exportações hoje, correspondente a 48% do faturamento do setor – dado registrado em até agosto, é muito em função deste Convênio. “São 18 anos de parceria e tudo o que fazemos em eventos e feiras no exterior, além de todo o trabalho de promoção de exportação de nossos produtos são frutos dessa união”. 

O presidente executivo da ABIMAQ, José Velloso, destacou que 12% de tudo o que o Brasil exporta de manufaturados é do recorte representado pelaindústria de máquinas e equipamentos. “Em 2017, mais de 80 empresas exportaram, o que significa que 50% dos associados da ABIMAQ venderam seus produtos para o exterior. Exportamos US$ 9 bilhões no ano passado e esse ano devemos atingir US$ 10.5 bilhões. Tanto em 2016 como em 2017, exportamos 41% do nosso faturamento. Já este ano, até o acumulado de agosto, estamos exportando 48% do nosso faturamento”.

Ao cumprimentar os presentes, o embaixador Roberto Jaguaribe falou da importância da parceria para a Apex-Brasil e destacou a relevância da ABIMAQ tanto para o setor industrial, atuando como termômetro do crescimento do País, como pela sua capacidade de articulação política e de levantamento dos grandes temas econômicos que afligem a produção nacional. 
“Estamos em um momento muito complexo, não apenas no âmbito nacional como também no internacional”, ressaltou o embaixador, fazendo uma sua análise sobre o que ele chamou de “um rearranjo das forças comerciais internacionais”, ao destacar o êxito da linha adotada pelo presidente dos EUA na pressão para obter concessões nos recentes acordos comerciais bilateriais com México e Canadá, “ao mesmo tempo em que ele vai estrangulando a Organização Mundial do Comércio (OMC), impedindo que se renove a única coisa que ainda tem funcionamento adequado, que é a Órgão de Soluções de Controvérsias e que hoje ainda conta com apenas quatro juízes. Isso porque os Estados Unidos impede a eleição de novos juízes, a ponto de que logo mais não termos mais fórum para as causas internacionais na OMC“. 

De acordo com o presidente da Apex-Brasil, essa é a estratégia do atual governo americano, que começa a impactar os países mais vulneráveis. “Agora possivelmente o presidente dos Estados Unidos focará os países asiáticos, depois enfrentará o grande dilema que é a União Europeia. E o Brasil onde fica nessa situação, com a China de um lado e os EUA de outro, as duas maiores economias do mundo e os dois maiores parceiros do nosso País? E essa é uma situação extremamente delicada”, pontuou o presidente da Apex-Brasil.

Para essa questão, o embaixador destacou que o Brasil “tem o privilégio de poder ter contato com todos os países do mundo, pois somos naturalmente sociáveis, até pela nossa cultura e por nossa história, que nos conduziu a um relacionamento muito próximo com a Europa, com os Estados Unidos e com os nossos vizinhos. E com isso criamos condições de uma interlocução com todos esses países extremamente adequada, além de uma capacidade de inserção global muito ativa”.

Ao falar do mercado europeu, o embaixador citou estudo realizado pela Apex-Brasil, que revela que o Brasil é destino de quase 50% dos investimentos europeus acumulados na América Latina. “O que é surpreendente é que o País é origem de quase 70% dos investimentos latino-americanos na Europa, quantia que chega a mais US$ 150 bilhões. Outro fato relevante também é que o acúmulo de investimentos europeus no Brasil só perde para o acúmulo de investimentos nos Estados Unidos e em países fora da Europa”, ressalta. Segundo ele, com o possível acordo Mercosul-União Europeia, essa vinculação pode se aproximar ainda mais.

O embaixador destacou a importância da ABIMAQ por estar trabalhando ao longo dos anos em questões que são fundamentais para os aspectos mais importantes do crescimento econômico e, sobretudo, da indústria no país, como a questão da tributação, já que o Brasil é o país que mais tributa o setor produtivo entre os países emergentes do mundo. “A ABIMAQ também atua nas questões de juros, de financiamento e acesso ao capital para exportação, que é extremamente caro e complexo para se obter. Em suma, eu vejo a ABIMAQ como uma estância de representação bastante positiva, com muita lucidez para a discussão de pontos importantes para a gestão econômica do Brasil”.

Para encerrar, ele destacou a parceria entre a Apex-Brasil e o Itamaraty, ressaltando a importância da sinergia e do trabalho conjunto com os Setores de Promoção Comercial (SECOMs), no sentido de promover produtos, serviços e exportações brasileiras.

Na sequência, a diretora de Negócios da Apex-Brasil, Marcia Nejaim, falou do êxito da parceria entre a Agência e a ABIMAQ, que resultou no Programa BMS, para o qual há um investimento conjunto de R$ 26 milhões para este ciclo. “Este é um trabalho que vai além da promoção comercial, pois também é um trabalho muito forte de inteligência de mercado e de capacitação. Nos últimos seis anos, nós mais que dobramos o número de empresas beneficiadas pelo Convênio, lembro-me quando começamos com o Programa de Qualificação para Exportação, o PEIEX, desenvolvendo um trabalho muito preciso e que vem funcionando muito bem”. Ela também destacou a sintonia do trabalho das equipes tanto da Apex-Brasil como a do Programa BMS e ABIMAQ, com um contínuo crescimento. 

A diretora anunciou que em um novo regulamento dde convênios  há a possibilidade de apoiar a capacitação para certificações internacionais. “Esse que é um pleito de muitos setores com os quais a Apex-Brasil trabalha, acredito que seja este um ganho significativo e fundamental para a inserção em alguns mercados internacionais e vimos que essa pode ser uma oportunidade interessante também para as empresas da ABIMAQ”. 

Ela destacou ainda o trabalho contínuo de inteligência de mercado. “O embaixador Jaguaribe mencionou um estudo que estamos desenvolvendo sobre financiamentos, fazendo um benchmarking, de forma que possamos influenciar os órgãos que elaboram as políticas de financiamento, demonstrando que o Brasil não pode ficar atrás. Temos que observar quais são as práticas que estão ocorrendo pelo mundo e como o Brasil pode ser tão ou mais competitivo”. 

Para finalizar, ela colocou à disposição da ABIMAQ, além da equipe de Projetos Setoriais, como também as áreas de Inteligência e de Defesa de Interesses, que tem atuado de forma muito forte nas áreas regulatórias e de toda uma agenda que possa ser feita em mercados importantes, para inovar e adaptar soluções para que se possa levar o melhor do Brasil para o mundo.