segunda-feira, 19/06/2017
ARROZ DO BRASIL FOI DESTAQUE EM CONVENÇÃO DAS AMÉRICAS

Durante três dias, Miami, nos Estados Unidos, foi o ponto central de discussão das mais recentes ideias, modelos e resultados para o setor do arroz em escala global com a realização da Rice Market & Technology Convention. O Brasil teve participação de destaque em todas as atividades, sendo patrocinador do evento pelo quarto ano consecutivo por meio do projeto Brazilian Rice – uma realização da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o incentivo ao crescimento deste cereal nacional no mercado externo.

Em seu estande exclusivo na Rice Convention, o projeto Brazilian Rice realizou mais de 50 contatos com importadores e públicos de interesse para as exportações de arroz do Brasil. Compradores de países como Estados Unidos, Costa Rica, México, Peru, Canadá, Guatemala e República Dominicana passaram pelo espaço, que deu apoio às indústrias brasileiras de arroz presentes em Miami, além de servir de plataforma multiplicadora sobre as informações de todas as empresas ligadas ao projeto. “Pudemos também observar as movimentações de mercado e trazer informações estratégicas para novas ações do projeto”, destaca Gustavo Ludwig, gerente do Brazilian Rice. Dados de países com tradição na industrialização de arroz – como Estados Unidos, que teve problemas climáticos na mais recente safra, e Tailândia, que está com preço sobrevalorizado – foram coletados na Rice Convention e devem balizar o mercado no próximo semestre. Somente os Estados Unidos, por exemplo, já compraram 2,3 mil toneladas de arroz branco brasileiro de janeiro a maio deste ano, e 2,5 mil toneladas de arroz parboilizado.

importante ponto da participação brasileira em Miami foi a palestra de Cláudia Militz da Costa, PhD, intitulada A Revolução do Arroz Brasileiro. Prestigiada pelo qualificado público da convenção, a sessão da pesquisadora mostrou em detalhes todo o trabalho que construiu a forte indústria brasileira do cereal, fruto do crescimento sólido de qualidade do grão, dos processos industriais e da sustentabilidade.